Filho Amado comenta sobre o filme Guerra civil 2024





  • Título original: Civil War
  • Título no Brasil: Guerra Civil
  • Gênero: Ação / Drama / Guerra
  • País de origem: Reino Unido / Estados Unidos
  • Ano de lançamento: 2024
  • Duração: 1 hora e 49 minutos (109 minutos)
  • Direção e Roteiro: Alex Garland
  • Distribuição: A24 (EUA) / Diamond Films (Brasil)
  • Orçamento estimado: US$ 50 milhões
  • Streaming: Netflix 
Ficha de Créditos (Principal)
  • Lee (Fotojornalista): Kirsten Dunst
  • Joel (Jornalista): Wagner Moura
  • Jessie (Aspirante a fotógrafa): Cailee Spaeny
  • Sammy (Jornalista veterano): Stephen McKinley Henderson
  • Presidente dos EUA: Nick Offerman
  • Soldado ultranacionalista: Jesse Plemons
  • Tony: Nelson Lee
  • Bohai: Evan Lai
  • Produção: Gregory Goodman, Andrew Macdonald, Allon Reich
  • Fotografia: Rob Hardy
  • Trilha Sonora: Geoff Barrow e Ben Salisbury
  • Montagem: Jake Roberts
  • Design de Produção: Caty Maxey

Sinopse

​Lee e Joel são dois jornalistas que estão cobrindo a maior guerra civil que os Estados Unidos já enfrentaram. O atual presidente assumiu um terceiro mandato inconstitucional, dissolveu o FBI e autorizou ataques aéreos contra os próprios cidadãos. Esse governo autoritário levou estados opostos — como Califórnia e Texas — a se unirem em uma aliança separatista.


​Lee, Joel e Sammy, um jornalista veterano, decidem ir para Washington, D.C. para tentar uma entrevista exclusiva com o ditador. Jessie, uma jovem aspirante a fotógrafa e fã de Lee, consegue ir junto, mas a guerra se mostra bem mais cruel do que todos esperavam.

​Comentários

​Com certeza é uma obra-prima da fotografia cinematográfica. Parece que cada cena é uma obra de arte, não podemos perder um segundo do filme.

​O filme é cheio de estrelas e tenho que começar pelo nosso conterrâneo Wagner Moura, que se transforma na tela. Ele não parece a mesma pessoa, o cara incorpora outro ser — algo que admiro demais nos atores que conseguem fazer isso. Seu personagem, Joel, que já que não tirava fotos acho que seria o jornalista que escreve, tem um estilo meio malandrão, muito diferente dos seus papeis de costume.


​E a linda Kirsten Dunst, nossa eterna Mary Jane, que conheci como a Judy de Jumanji, está sensacional. Sua personagem em Guerra Civil é bem complexa, com seus medos e a psique já em frangalhos por causa da profissão. Deve ter sido bem trabalhoso fazer esse papel.


​O roteiro é bem profundo e mostra uma profissão muito tensa. O jornalismo, ainda mais em zonas de guerra e conflito, é algo fora do normal: eles se arriscarem dessa forma para trazer a verdade para a população.


​Hoje o jornalismo está com a credibilidade bastante desgastada, ainda mais aqui no Brasil, por causa de posicionamentos políticos. Creio que os noticiários não deveriam dar opinião, mas sim trazer a notícia pura e neutra para que as pessoas formem sua própria opinião através da verdade exposta. Quando o público percebe a manipulação por meio da notícia, isso enfraquece a pauta e deixamos de acreditar talvez até na realidade exposta.

​O filme traz uma crítica a todo governo imposto — um governo que se estabelece antidemocraticamente. Esse tipo de governo não merece nem declaração, não merece argumentos. O governo é para o povo, não o povo para o governo; ele é quem nos serve, e não o contrário. Temos que abrir os olhos, pois governos dessa maneira podem aparecer nos dias de hoje também. Talvez já estejam aí, só esperando para se revelar.

Comentários