Filho Amado comenta sobre o filme A vida de Chuck 2024





Título Original: The Life of Chuck
Gênero: Drama / Fantasia / Ficção Científica
Direção e Roteiro: Mike Flanagan
Origem: Estados Unidos
Duração: 111 minutos (1 hora e 51 minutos)
Lançamento no Brasil: 4 de setembro de 2025
Streaming: Prime vídeo 


Equipe Técnica
🎭 Elenco e Personagens
Abaixo estão os principais atores e os papéis que interpretam na narrativa: [1]
  • Tom Hiddleston como Charles "Chuck" Krantz (Adulto)
  • Jacob Tremblay como Chuck Krantz (Aos 17 anos)
  • Benjamin Pajak como Chuck Krantz (Aos 11 anos)
  • Cody Flanagan como Chuck Krantz (Aos 7 anos)
  • Mark Hamill como Albie Krantz (Avô paterno de Chuck)
  • Mia Sara como Sarah Krantz (Avó paterna de Chuck)
  • Chiwetel Ejiofor como Marty Anderson (Professor de escola)
  • Karen Gillan como Felicia Gordon (Enfermeira e ex-esposa de Marty)
  • Nick Offerman como O Narrador (Voz)
  • Carl Lumbly como Sam Yarborough (Agente funerário)
  • Annalise Basso como Janice Halliday (Parceira de dança de Chuck)
  • Chiwetel Ejiofor como Marty Anderson 
  • David Dastmalchian como Josh
  • Matthew Lillard como Gus
  • Kate Siegel como Miss Richards (Professora idealista)
  • Samantha Sloyan como Miss Rohrbacher (Professora de dança)

Sinopse

​O filme começa nos apresentando Marty Anderson, um professor idealista vivendo em um mundo que está acabando: países estão sendo destruídos e cidades enfrentam secas, queimadas, terremotos e maremotos, além de guerras e devastação.

​Mesmo assim, ele tenta manter a rotina dando aulas para seus alunos, até que um dia a própria internet deixa de funcionar. O mundo entra em desespero, casamentos se desfazem, pessoas se suicidam, a escola é fechada e nada mais funciona. Resta apenas uma propaganda estampada por toda parte: a foto de um homem chamado Chuck com a frase "Obrigado, Chuck, por seus 39 anos".


​Certo dia, sua ex-esposa, Felicia Gordon, liga para tentar reatar o relacionamento, mas a linha telefônica cai e as ruas estão interditadas. Marty, então, decide ir a pé até a casa dela. Lá, eles descobrem que não é apenas o mundo que está acabando, mas todo o universo.

​Comentários

​Atenção: spoilers!

Assista ao filme antes de ler os comentários para não estragar a experiência.


​Foi só pesquisando sobre o filme para escrever esta resenha que descobri que se tratava de mais uma adaptação de um conto do meu escritor favorito, Stephen King. O cara é um monstro da escrita e da criatividade. Assistindo apenas ao terceiro ato, a história já parecia fenomenal, mas, quando percebemos do que realmente se trata aquele universo, tudo se transforma.


​A cena de Tom Hiddleston como Chuck dançando é extraordinária — creio que é uma das melhores cenas que o cinema já viu. Tom foi a escolha perfeita para o papel; o carisma dele é sensacional. Além disso, não poderia deixar de destacar o trabalho excepcional do ator mirim Benjamin Pajak, que interpreta o Chuck quando criança.


​É um filme extraordinário na forma como tudo se conecta. A ideia de carregar um universo inteiro dentro da mente transmite exatamente o que o meu blog quer mostrar: cada pessoa que conhecemos — seja ela real ou ficcional — passa a habitar a nossa mente, acrescentando algo ao nosso caráter e à nossa vida diária. O ser humano é uma esponja que absorve tudo o que consome. Por isso, precisamos ser seletivos com quem está ao nosso redor, com cada influenciador que acompanhamos e com cada pessoa de quem nos aproximamos, pois todos eles farão parte do nosso universo particular.


​Para mim, que me despedi da minha avó há poucos dias, foi muito tocante ver o universo de Chuck se apagando. Fica fácil compreender a ligação entre os três atos do filme: as ruas se desligando e a internet parando de funcionar retratam o universo dentro dele se limitando pouco a pouco, exatamente como acontece conosco quando a enfermidade aparece.

​Vendo a brevidade do ser humano, fica evidente o quanto somos limitados. Por mais que tenhamos a mente mais fantástica do universo, a nossa vida acaba, assim como foi dito no filme:


​— Se você espremer toda a existência do universo — desde o Big Bang até este exato momento — dentro de um único ano corrido de 365 dias, o Big Bang acontece no primeiro segundo de 1º de janeiro. Os dinossauro aparecem perto do Natal. E a humanidade? Toda a história humana registrada... as pirâmides, a arte, as guerras, o amor, o primeiro fogo e a eletricidade... tudo isso acontece nos últimos 10 ou 11 segundos de 31 de dezembro.

​— Nós somos apenas a última badalada do relógio antes da meia-noite. O tempo da humanidade na Terra durou menos de meio minuto na história do cosmos. Foi só um suspiro... um milissegundo de iluminação antes das luzes se apagarem.


​Mas aí eu pergunto: será que todo esse universo realmente acaba? Será que é apenas um foco de luz que se apaga? Não acredito nisso. A Palavra de Deus diz:

​"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."

— João 11:25


​Por isso, creio que há uma continuação. Esse universo criado em nossa mente não se apaga; há algo além. Muitos podem achar que é ingenuidade, mas prefiro ser ingênuo a não ter esperança.

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