Filho Amado comenta sobre o filme A vida de Chuck 2024
Gênero: Drama / Fantasia / Ficção Científica
Direção e Roteiro: Mike Flanagan
Origem: Estados Unidos
Duração: 111 minutos (1 hora e 51 minutos)
Lançamento no Brasil: 4 de setembro de 2025
- Diretor: Mike Flanagan
- Roteirista: Mike Flanagan (adaptado do conto de Stephen King)
- Produtores: Mike Flanagan, Trevor Macy e Stephen King
- Trilha Sonora Original: The Newton Brothers
- Diretor de Fotografia: Eben Bolter
- Editor: Mike Flanagan
- Diretor de Arte / Produção: Steve Arnold
- Tom Hiddleston como Charles "Chuck" Krantz (Adulto)
- Jacob Tremblay como Chuck Krantz (Aos 17 anos)
- Benjamin Pajak como Chuck Krantz (Aos 11 anos)
- Cody Flanagan como Chuck Krantz (Aos 7 anos)
- Mark Hamill como Albie Krantz (Avô paterno de Chuck)
- Mia Sara como Sarah Krantz (Avó paterna de Chuck)
- Chiwetel Ejiofor como Marty Anderson (Professor de escola)
- Karen Gillan como Felicia Gordon (Enfermeira e ex-esposa de Marty)
- Nick Offerman como O Narrador (Voz)
- Carl Lumbly como Sam Yarborough (Agente funerário)
- Annalise Basso como Janice Halliday (Parceira de dança de Chuck)
- Chiwetel Ejiofor como Marty Anderson
- David Dastmalchian como Josh
- Matthew Lillard como Gus
- Kate Siegel como Miss Richards (Professora idealista)
- Samantha Sloyan como Miss Rohrbacher (Professora de dança)
Sinopse
O filme começa nos apresentando Marty Anderson, um professor idealista vivendo em um mundo que está acabando: países estão sendo destruídos e cidades enfrentam secas, queimadas, terremotos e maremotos, além de guerras e devastação.
Mesmo assim, ele tenta manter a rotina dando aulas para seus alunos, até que um dia a própria internet deixa de funcionar. O mundo entra em desespero, casamentos se desfazem, pessoas se suicidam, a escola é fechada e nada mais funciona. Resta apenas uma propaganda estampada por toda parte: a foto de um homem chamado Chuck com a frase "Obrigado, Chuck, por seus 39 anos".
Certo dia, sua ex-esposa, Felicia Gordon, liga para tentar reatar o relacionamento, mas a linha telefônica cai e as ruas estão interditadas. Marty, então, decide ir a pé até a casa dela. Lá, eles descobrem que não é apenas o mundo que está acabando, mas todo o universo.
Comentários
Atenção: spoilers!
Assista ao filme antes de ler os comentários para não estragar a experiência.
Foi só pesquisando sobre o filme para escrever esta resenha que descobri que se tratava de mais uma adaptação de um conto do meu escritor favorito, Stephen King. O cara é um monstro da escrita e da criatividade. Assistindo apenas ao terceiro ato, a história já parecia fenomenal, mas, quando percebemos do que realmente se trata aquele universo, tudo se transforma.
A cena de Tom Hiddleston como Chuck dançando é extraordinária — creio que é uma das melhores cenas que o cinema já viu. Tom foi a escolha perfeita para o papel; o carisma dele é sensacional. Além disso, não poderia deixar de destacar o trabalho excepcional do ator mirim Benjamin Pajak, que interpreta o Chuck quando criança.
É um filme extraordinário na forma como tudo se conecta. A ideia de carregar um universo inteiro dentro da mente transmite exatamente o que o meu blog quer mostrar: cada pessoa que conhecemos — seja ela real ou ficcional — passa a habitar a nossa mente, acrescentando algo ao nosso caráter e à nossa vida diária. O ser humano é uma esponja que absorve tudo o que consome. Por isso, precisamos ser seletivos com quem está ao nosso redor, com cada influenciador que acompanhamos e com cada pessoa de quem nos aproximamos, pois todos eles farão parte do nosso universo particular.
Para mim, que me despedi da minha avó há poucos dias, foi muito tocante ver o universo de Chuck se apagando. Fica fácil compreender a ligação entre os três atos do filme: as ruas se desligando e a internet parando de funcionar retratam o universo dentro dele se limitando pouco a pouco, exatamente como acontece conosco quando a enfermidade aparece.
Vendo a brevidade do ser humano, fica evidente o quanto somos limitados. Por mais que tenhamos a mente mais fantástica do universo, a nossa vida acaba, assim como foi dito no filme:
— Se você espremer toda a existência do universo — desde o Big Bang até este exato momento — dentro de um único ano corrido de 365 dias, o Big Bang acontece no primeiro segundo de 1º de janeiro. Os dinossauro aparecem perto do Natal. E a humanidade? Toda a história humana registrada... as pirâmides, a arte, as guerras, o amor, o primeiro fogo e a eletricidade... tudo isso acontece nos últimos 10 ou 11 segundos de 31 de dezembro.
— Nós somos apenas a última badalada do relógio antes da meia-noite. O tempo da humanidade na Terra durou menos de meio minuto na história do cosmos. Foi só um suspiro... um milissegundo de iluminação antes das luzes se apagarem.
Mas aí eu pergunto: será que todo esse universo realmente acaba? Será que é apenas um foco de luz que se apaga? Não acredito nisso. A Palavra de Deus diz:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."
— João 11:25
Por isso, creio que há uma continuação. Esse universo criado em nossa mente não se apaga; há algo além. Muitos podem achar que é ingenuidade, mas prefiro ser ingênuo a não ter esperança.
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