Filho Amado comenta sobre a série Andor 1ª temporada
Andor (Temporada 1)
- Título Original: Andor
- Criador: Tony Gilroy
- Gênero: Espionagem / Ficção Científica / Drama
- Emissora Original: Disney+
- País de Origem: Estados Unidos
- Ano de Lançamento: 2022
- Número de Episódios: 12
- Duração média por episódio: 40–50 minutos
- Universo: Star Wars
Elenco Principal
- Diego Luna como Cassian Andor
- Stellan Skarsgård como Luthen Rael
- Genevieve O'Reilly como Mon Mothma
- Denise Gough como Dedra Meero
- Fiona Shaw como Maarva Andor
- Kyle Soller como Syril Karn
- Adria Arjona como Bix Caleen
- Andy Serkis como Kino Loy
- Faye Marsay como Vel Sartha
- Varada Sethu como Cinta Kaz
- Elizabeth Dulau como Kleya Marki
- Forest Whitaker como Saw Gerrera
- Alex Lawther como Karis Nemik
Equipe de Produção
- Showrunner: Tony Gilroy
- Produtores Executivos: Kathleen Kennedy, Sanne Wohlenberg, Diego Luna, Tony Gilroy
- Música: Nicholas Britell
- Direção de Fotografia: Adriano Goldman, Frank Lamm, Damián García
- Edição: John Gilroy, Terry Blyther, Frances Parker, Gregory Plotkin, Simon Smith
- Companhias Produtoras: Lucasfilm Ltd.
Sinopse
Cassian Andor nasceu em Kenari, um planeta isolado na Orla Exterior. Sua infância foi marcada por uma tragédia: após a queda de uma nave separatista em seu mundo, ele se aventurou nos destroços. Lá, foi resgatado por Maarva Andor, uma catadora de sucatas que o tirou do planeta para salvá-lo da destruição que se seguiria à investigação de autoridades do Império. Maarva o adotou e o levou para o planeta Ferrix, tornando-se a figura materna que moldou o homem que ele se tornaria.
Ferrix é um planeta industrial, conhecido por suas oficinas de sucata e pela cultura de trabalho árduo. Andor cresceu trabalhando duro em uma realidade oprimida pelo Império. Em uma noite, ele acaba matando dois soldados imperiais, o que desencadeia uma perseguição sem igual ao nosso protagonista.
Comentários
Esta série nos apresenta uma realidade pouco explorada: vemos a opressão exercida pelo Império sobre os povos humildes, o que acaba fomentando as primeiras revoltas rebeldes contra o poderoso regime.
A parte que mostra Andor preso em Narkina 5, uma prisão de segurança máxima, chamou muito a minha atenção. É fascinante observar toda a logística de uma prisão do Império; a série traz detalhes que não vimos nas várias trilogias dos filmes. Percebemos, assim, que a função das séries derivadas de grandes obras do cinema é justamente expandir e enriquecer o universo — e Andor faz isso com maestria.
Devemos falar das grandes participações, como Forest Whitaker, já dando um gostinho do filme Rogue One: Uma História Star Wars, e Andy Serkis, que rouba a cena em cada participação. Eu queria muito que o personagem dele tivesse sobrevivido para participar da segunda temporada.
A série centraliza-se em como começou a revolta do povo contra esse governo. As diferenças sociais são bem escancaradas: enquanto o núcleo rico, com Mon Mothma e sua família, participa de festas e viagens, Andor e os seus lutam para sobreviver. Por outro lado, a posição de Mon Mothma permitia que ela ajudasse muito mais do que se estivesse no meio da guerrilha com armas na mão; isso é algo a se pensar.
Vemos também o lado dos soldados imperiais, como o personagem Syril Karn, tentando capturar Andor para recuperar o status de seu serviço. Ele sempre buscou fazer o "certo", erguer-se dentro da lei e talvez dar orgulho à mãe (cujos diálogos achei hilários). Ele não é um vilão; ele estava fazendo o que considerava correto. Talvez eu estivesse no lugar dele se vivesse nesse universo. Sim, vi-me muito nesse personagem, e é alguém que admiro.
No entanto, a grande questão da série é: se vemos algo que não é justo, nosso dever é nos rebelar e não ser coniventes. Devemos lutar pelo que acreditamos, mesmo que isso envolva riscos?
Temos a grande analogia da prisão de Andor: mesmo ele fazendo tudo corretamente, no final da pena ele não sairia, apenas seria transferido. A única saída é a revolta? É a única forma de ser livre?
A Bíblia nos fala:
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem‑se pela renovação da sua mente, para que vocês experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2, NVI).
Devemos nos levantar contra este século e este "império" terrível, trazer a verdade e buscar a justiça que é Cristo.
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