Filho Amado comenta sobre o filme Predador: Terras Selvagens 2025


Ficha Técnica: Predador: Terras Selvagens (Predator: Badlands)

Elenco Principal (Atores e Dublês)
  • Elle Fanning como Thia / Tessa
  • Dimitrius Schuster-Koloamatangi como Dek
  • Michael Homik (Mike Homik) como Kwei (Ator no traje)
  • Stefan Grube como Kwei (Voz original) / Editor de Imagem
  • Reuben de Jong como Njohrr / O Pai (Ator no traje)
  • Ravi Narayan como Bud
  • Chris Terhune como Bud (Voz original)
  • Cameron Brown como Drone Sintético
  • Alison Wright como Voz do sistema de inteligência artificial MU/TH/UR
  • Matt Duffer e Ross Duffer como Vozes do computador de bordo da nave de Kwei 
Equipe de Direção e Roteiro
Produção
  • Produtores: John Davis, Dan Trachtenberg, Marc Toberoff, Ben Rosenblatt e Brent O'Connor
  • Produtores Executivos: Lawrence Gordon, John C. Thomas e Stefan Grube
  • Estúdios de Produção: 20th Century Studios e Walt Disney Pictures
Equipe Técnica e Criativa
  • Direção de Fotografia: Jeff Cutter
  • Trilha Sonora Original: Sarah Schachner e Benjamin Wallfisch
  • Design de Produção: Ra Vincent
  • Edição / Montagem: Stefan Grube e David Trachtenberg
  • Design de Figurinos: Ngila Dickson
  • Efeitos Especiais de Criaturas: Alec Gillis
  • Coordenação de Dublês: Jacob Tomuri


Sinopse

​Nosso protagonista é um ser da raça Yautja — o Predador — chamado Dek. Ele é treinado pelo irmão, Kwei, para se tornar mais forte, pois, no grupo deles, a fraqueza é punida com a morte. Os dois irmãos planejam que Dek vá até Badlands para caçar o terrível Kalisk, um ser tão poderoso que nem seu pai, Njohrr, foi capaz de derrotar.


​Entretanto, o pai descobre o plano e chega antes do esperado para tentar matar Dek. O protagonista acaba sendo salvo por Kwei, que se sacrifica por ele. Dek consegue fugir para Badlands, onde terá a chance de caçar o monstro e, finalmente, provar seu valor diante de todo o clã. Ao chegar no planeta, ele tem dificuldade em encontrar sua presa, até que conhece uma androide chamada Thia, que passa a auxiliá-lo.

​Comentários



​Este é um filme bem diferente dos outros da franquia. Pela primeira vez, o Predador é o protagonista. Não sei exatamente como, mas conseguiram humanizar o ser mais sinistro do cinema. Diferente do filme anterior, que se passava no passado, este foca no futuro, com androides e naves espaciais — puro sci-fi, meu gênero favorito.


​Elle Fanning está sensacional, interpretando duas androides idênticas, Thia e Tessa, mas com personalidades totalmente distintas; conseguimos diferenciá-las até mesmo quando uma finge ser a outra. Deve ter sido um grande desafio. E como a Thia é apaixonante! Quero ver mais sequências com ela. Os efeitos visuais do planeta também são incríveis; toda a natureza, a fauna e a flora despertam em nós a vontade de explorar cada canto daquele lugar.


​A grande lição do filme, creio eu, é perceber a humanidade dentro de cada "monstro". Nós, seres humanos, temos o hábito de desumanizar pessoas com base em suas ações, por mais terríveis que sejam; queremos apenas afastá-las e puni-las porque acreditamos que isso é justiça, ou porque nos achamos melhores do que elas — como se os monstros devessem ser o oposto de nós, "criaturas perfeitas e boas". Mas será que é assim?


​Como esses monstros são criados? O próprio Predador, sempre visto como antagonista, foi moldado por sua cultura, pelo seu povo, para provar sua força através da caça. Como ele poderia ser diferente? Ele é considerado um monstro por sua aparência ou por suas ações? Até mesmo o antagonista deste filme, Kalisk, nada mais era do que uma criatura daquele ambiente, tentando sobreviver da melhor maneira que encontrou.

​Não somos todos assim? Até os grandes monstros deste mundo.

​A Bíblia nos fala:

"Deixo-vos agora um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu vos amei, é preciso que se amem também uns aos outros. Se tiverem amor uns aos outros, toda a gente reconhecerá que são meus discípulos." (João 13:34-35)

​Não é para amar apenas os crentes ou os bons samaritanos; é para amar a todos, até mesmo os monstros.

​Eu sigo ideais de direita, mas detesto o ditado "bandido bom é bandido morto". Para mim, eles são seres humanos, monstros ou não. Devem, sim, ser isolados para a proteção da maioria, mas também tratados, não apenas punidos. Muitas vezes, o trabalho e o estudo podem servir como um tratamento — uma verdadeira restituição à sociedade. Se não for possível a reintegração, que vivam sob vigilância, mas de forma útil.


​Muitos podem achar isso uma loucura, mas você já pensou que o que nos separa deles pode ser apenas a graça de Deus? Não sabemos o dia de amanhã; circunstâncias da vida podem transformar qualquer um de nós em um monstro.

​Paulo escreve em Romanos 7:18-20:

"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, mas não o realizá-lo. Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim."

​Talvez todos sejamos monstros; só disfarçamos melhor.

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