Filho Amado comenta sobre o filme Eles Vão te Matar - 2026
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Eles Vão Te Matar (2026)
Uma Reflexão sobre o Suspense e a Sobrevivência
Informações Gerais
- Título Original: They Will Kill You
- Título no Brasil: Eles Vão Te Matar
- Ano de Lançamento: 2026
- País de Origem: Estados Unidos, Canadá, África do Sul
- Gênero: Terror, Ação, Suspense
- Duração: 94 minutos (1h 34min)
- Direção: Kirill Sokolov
- Distribuição: Warner Bros. Pictures
Equipe Técnica
- Direção: Kirill Sokolov
- Roteiro: Kirill Sokolov, Alex Litvak
- Produção: Andy Muschietti, Barbara Muschietti, Dan Kagan, Russell Ackerman, John Schoenfelder, Carl Hampe, Alex Litvak, Kirill Sokolov, Pete Chiappetta, Andrew Lary, Anthony Tittanegro
- Trilha Sonora: Carlos Rafael Rivera
- Cinematografia: Dmitry Ulyukaev
- Edição: Kirill Sokolov, Chris G. Willingham
- Design de Produção: Anastasia Maslova
- Coordenação de Dublês: J.J. Perry
Atores
- Zazie Beetz como Asia
- Patricia Arquette como Sra. Vance
- Myha'la Herrold como Beth
- Paterson Joseph como Arthur Sterling
- Tom Felton como Julian
- Heather Graham como Elena
- Joey Slotnick como Sr. Miller
- Pell James como Recepcionista Noturna
- Michael Cyril Creighton como Gerente de Manutenção
- Luke Wilson como Investigador Federal
Sinopse
Asia é uma moça contratada para trabalhar em um hotel de luxo muito sinistro. Quando questionam quem ela é, descobrimos sua história: ainda jovens, após a morte da mãe, Asia e sua irmã, Beth, fugiram de casa para escapar de um pai abusivo (embora o filme não explicite o abuso, ele é fortemente sugerido).
O homem, porém, encontra as garotas. Em um confronto, Asia atira nele, o que a leva para a prisão. O pai sobrevive e consegue manter a guarda de Beth.
Na primeira noite de Asia no hotel, estranhos invadem seu quarto e tentam matá-la. Eles não esperavam, contudo, que a mulher tivesse se tornado uma especialista em luta e sobrevivência em ambientes hostis. Ela foi para lá preparada: após sair da cadeia, recebeu notícias de que sua irmã havia sido atraída pelo hotel, que tem fama de registrar vários desaparecimentos. Asia infiltrou-se no local justamente para resgatar Beth.
Mas o que ela encontrou lá é muito pior do que imaginava.
Comentários
O filme é movido por muita adrenalina e é bastante intenso; não é para todos os gostos. O estilo que foi usado por Kirill Sokolov (o diretor do filme) me lembrou muito Quentin Tarantino, principalmente a obra de Kill Bill. O sangue e as lutas estilizadas exigem que suspendamos o senso de realidade para que possamos apreciar melhor a obra.
Zazie Beetz traz uma força e uma coragem tão grandes para sua personagem que nos inspira e nos faz acreditar que nada a derruba. Sua obstinação para salvar a irmã é fantástica. Talvez a verdadeira mensagem do filme seja justamente esta: o quanto uma mulher, sozinha no mundo, precisa ser forte e corajosa para enfrentar os abusos e os desafios da vida.
Além disso, é preciso falar do vilão do filme: é o antagonista mais assustador e incômodo que já vi. Fica claro que tudo é uma analogia ao pacto de as duas irmãs permanecerem presas ao lar com um pai abusador; a "cabeça de porco" funciona como uma metáfora perfeita para a grotesca figura paterna. É um filme que, sem dúvida, pede uma sequência.
O destino das duas irmãs, nas mãos de um pai abusador, parece duro e triste, mas, infelizmente, é mais comum do que se imagina. Isso faz com que muitas busquem destinos, por vezes piores, apenas para fugir dessa realidade.
A solução para esses problemas é ficarmos mais atentos ao nosso redor. Denunciar qualquer suspeita é sempre a melhor escolha.
Para denunciar, disque 100 (Disque Direitos Humanos):
É um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Você não precisa se identificar para fazer a denúncia, e a ligação pode ser feita de qualquer lugar do Brasil, por telefones fixos ou celulares. A denúncia é analisada e encaminhada aos órgãos competentes (como o Conselho Tutelar) em um prazo máximo de 24 horas, para que a situação seja verificada e a vítima protegida.
Pode ser difícil acreditar, mas a realidade pode ser bem mais cruel do que a do filme. A única defesa de crianças e mulheres em situações de risco pode ser a nossa ligação.
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