Filho Amado comenta sobre o filme O Jogo do predador 2026
O Jogo do Predador (2026)
- Título Original: Apex
- Direção: Baltasar Kormákur
- Roteiro: Jeremy Robbins
- Gênero: Ação, Suspense, Sobrevivência
- Duração: 95 minutos
- Classificação Indicativa: 16 anos (Brasil)
- Países de Origem: Estados Unidos, Austrália, Canadá, Islândia
- Idioma Original: Inglês
- Distribuição: Netflix
Elenco Principal
- Charlize Theron como Sasha
- Taron Egerton como Ben
- Eric Bana como Tommy
- Caitlin Stasey como Leah
- Bessie Holland como Cas
- Aaron Pedersen como Park Ranger
Equipe Técnica
- Produção: Charlize Theron, Ian Bryce, Peter Chernin, Baltasar Kormákur, A.J. Dix, Beth Kono, David Ready, Dawn Olmstead, Jenno Topping
- Direção de Fotografia: Lawrence Sher
- Trilha Sonora: Högni Egilsson
- Montagem/Edição: Sigurður Eyþórsson
- Figurino: Margot Wilson
- Companhias Produtoras: Chernin Entertainment, Ian Bryce Productions, Secret Menu, RVK Studios
Sinopse
Sasha é viciada em esportes radicais, como escalada, canoagem e trilha — tudo o que possa lhe proporcionar a tão desejada descarga de adrenalina. Seu marido, Tommy, é seu grande parceiro e a acompanha nessas aventuras. No entanto, durante a descida de uma escalada, ele sofre uma queda fatal.
Para tentar superar o luto, Sasha decide embarcar sozinha em uma jornada pela natureza selvagem e isolada da Austrália. Lá, ela conhece Ben, um guia jovem, experiente e excêntrico, cuja ajuda ela recusa de imediato. Mas, no meio da floresta, ao perceber que seus pertences desapareceram, Sasha reencontra Ben e descobre que ele está longe de ser apenas um guia.
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Este é um filme extremamente agoniante e cheio de adrenalina. É preciso destacar a grande atuação de Charlize Theron, que se entregou ao papel de forma extrema; ela realmente treinou escalada, canoagem e trilha para o projeto. Conseguimos sentir a sua dor e as suas dificuldades, a ponto de parecer que estamos ao seu lado na beira daqueles precipícios.
Ainda assim, não sei como, ela acabou sendo ofuscada pela atuação brilhante de Taron Egerton como Ben. Ele interpreta um daqueles vilões que entram para a história: sua insanidade é assustadora e me lembrou muito o Coringa de Heath Ledger, já que cada movimento seu parece friamente planejado e orquestrado. Além disso, quando a música do The Chemical Brothers começa a tocar, a sensação é de que nós mesmos estamos sendo perseguidos — não é à toa que o meme dessa cena já está se espalhando por toda a internet.
O filme nos mostra duas pessoas marcadas por grandes traumas. Muitos podem enxergar Sasha como a típica "mocinha em perigo", mas precisamos notar que ela também não estava bem psicologicamente. Mesmo tendo visto o marido morrer devido à sua própria ânsia por adrenalina, ela continua agindo da mesma maneira, buscando sempre se desafiar ao limite.
Ben, de forma semelhante, também buscava desafios, mas em um nível muito mais alto e distorcido. Para ele, a adrenalina dos esportes radicais já não bastava; ele precisava de algo maior.
O mundo funciona assim: todos tentam tapar um grande buraco que carregam no peito. Alguns tentam preenchê-lo com adrenalina, outros com bebida ou com cigarros na esquina, mas esse vazio só pode ser preenchido por Deus. Talvez Sasha nunca pare de buscar essa adrenalina e, no futuro, acabe se tornando alguém como o Ben. Por isso, precisamos buscar a Deus, pois, caso contrário, todos nós correremos o risco de virar como eles, tentando saciar incansavelmente a nossa própria adrenalina.
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