Filho Amado comenta sobre o livro Devoradores de Estrelas - Andy Weir


  • Devoradores de Estrelas

    • Título Original: Project Hail Mary
    • Título no Brasil: Devoradores de Estrelas
    • Autor: Andy Weir (mesmo autor de Perdido em Marte)
    • Gênero: Ficção Científica / Hard Sci-Fi
    • Ano de Lançamento: 2021
    • Editora no Brasil: Suma (Grupo Companhia das Letras)
    • Páginas: Aproximadamente 424 (versão física brasileira)

    🚀 Sinopse

    ​Ryland Grace é um biólogo molecular que abandonou a carreira acadêmica para se tornar professor de ciências do ensino fundamental. Ele acorda um dia em uma nave interestelar sem memória; aos poucos, recupera suas forças de um coma induzido e percebe que é o único tripulante vivo, pois seus dois companheiros de missão não sobreviveram ao processo e faleceram.

    ​Conforme sua memória retorna, ele percebe uma realidade muito mais difícil do que imaginava: um microrganismo chamado Astrofago está devorando o calor do Sol e de todas as estrelas próximas à Terra. Ryland Grace foi enviado para a estrela Tau Ceti em uma missão de ida, sem volta, para descobrir como impedir que esses microrganismos destruam o nosso Sol, já que aquela estrela é a única que permanece brilhando normalmente, sem sinais de queda de energia.

    ​Lá, Ryland encontra uma nave alienígena com um tripulante que ele apelida de Rocky — um tipo de aranha gigante de pedra, inteligente e muito simpático. Superando suas diferenças, eles juntam forças para descobrir uma maneira de salvar os sistemas solares de seus respectivos planetas.

    💬 Comentários

    ​C.S. Lewis uma vez escreveu uma ficção interplanetária fantástica sobre um homem que ia para Marte. Além do Planeta Silencioso conta a história de Ransom, um pacato viajante sequestrado e levado à força para outro mundo, onde consegue escapar e conviver em harmonia com extraterrestres. Andy Weir parece ter resolvido criar uma história bem mais complexa, onde as viagens de Lewis parecem até simples.

    ​O autor utiliza tantos métodos científicos e linguagens acadêmicas que, por vezes, parece que estamos lendo um estudo científico e não apenas uma ficção. Às vezes chega a ser denso, mas o autor nos envolve de uma forma tão intensa que acabamos nos interessando pelos métodos usados por Grace para calcular, por exemplo, a distância em que ele está da nave alienígena.

    ​A obra exige um certo esforço do leitor, mas é recompensador quando a imersão nos faz ver a importância de cada cálculo feito pelo protagonista. Me interessei pelo livro por causa do filme que será lançado (que com certeza irei ver!), mas não acredito que o cinema usará tantas táticas acadêmicas para capturar o público quanto o livro faz.

    ​A socialização entre Grace e Rocky é linda e inspiradora; mais uma vez vemos a importância da amizade e do compartilhamento. Achei fantástico o fato de Grace, mesmo achando banal o ato de observar Rocky dormir, o fazer por perceber a importância simbólica que aquilo tinha para o seu novo amigo.

    ​A grande lição do livro é que, quando nos juntamos, não há nada que não possamos fazer. Grace e Rocky se unem e superam seus desafios. A humanidade também pode fazer o mesmo: podemos superar nossos desafios nos unindo, em vez de nos dividirmos em eixos opostos. Como diz a Bíblia em Gênesis 11:6:

    "O Senhor disse assim: — Essa gente é um povo só, e todos falam uma só língua. Isso que eles estão fazendo é apenas o começo. Logo serão capazes de fazer o que quiserem."


Comentários