Filho Amado comenta sobre o HQ A Obsolescência Programada dos Nossos Sentimentos​


​A Obsolescência Programada dos Nossos Sentimentos

Informações Principais

  • Título Original: L'obsolescence programmée de nos sentiments
  • Roteiro: Zidrou (Benoît Drousie)
  • Arte e Cores: Aimée de Jongh
  • Editora no Brasil: Pipoca & Nanquim
  • Data de Lançamento: Outubro de 2019

​Sinopse

Ulysses é um homem de 59 anos que acaba de ser "aposentado precocemente" de seu cargo de motorista de caminhão de mudança. 



Mediterrânea é uma mulher de 62 anos, ex-modelo, que agora é proprietária de uma queijaria herdada da família.


​Após a aposentadoria, Ulysses vive uma rotina entediante. A dificuldade em encontrar uma nova ocupação o estressa cada vez mais, trazendo recordações de seu casamento com Penélope (sim, o destino fez uma bela piada com os nomes do casal, e eles nunca se importaram com isso). Tiveram dois filhos: um menino, que se tornou médico, e uma menina que, infelizmente, faleceu em um acidente aos 16 anos.



​Mediterrânea, após perder a mãe, percebe que se tornou a pessoa mais velha da família. Isso lhe traz uma crise existencial profunda, agravada pelo fato de nunca ter se casado ou tido filhos. Ela se recorda de quando era pequena e foi ver Branca de Neve no cinema com seu pai; na época, morreu de medo da bruxa, mas, hoje, ao olhar-se no espelho, sente que se tornou aquela mesma figura.


​Tudo muda quando nossos protagonistas se encontram no consultório do filho de Ulysses. Eles se apaixonam e resolvem viver essa nova aventura juntos.

​Comentários

​Zidrou nos traz uma história impactante, nua e crua, sobre uma realidade que, se tivermos sorte, todos enfrentaremos. A velhice pode ser dolorida; por mais que lutemos cuidando da saúde, comendo bem e nos exercitando, o desgaste do corpo é inevitável. No entanto, isso não significa que devemos nos entregar à depressão.


Obsolescência

​ Quando um produto é fabricado com uma vida útil limitada de propósito.

Será que temos um tempo de vida útil limitada?


​A vida é uma experiência fantástica e devemos usufruir de todas as suas etapas, assim como fizeram Ulysses e Mediterrânea. Foi emocionante vê-los se apaixonando e descobrindo o romance na terceira idade. Vejo muito disso nos meus avós: minha avó cuida muito do meu avô, que já está bem debilitado. Recentemente, ele a chamou no quarto e, quando fui ver o que ele queria, presenciei ele entregando a ela metade de um ovo de Páscoa que havia ganhado. Foi um gesto lindo.


​Recordo-me também da avó da minha esposa. Antes de falecer, ela dizia que não tinha mais o que fazer após a morte do marido; sentia que já tinha servido a Deus e ao companheiro, e que o Criador já poderia levá-la. Eu dizia a ela que, naquele momento, sua missão era outra: ensinar os mais novos a viver e transmitir sua experiência.


​Temos que viver plenamente até o nosso último suspiro. Como Paulo diz no livro de Filipenses:

"Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro. Mas, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, pois quero muito deixar esta vida e estar com Cristo, o que é bem melhor. Porém, por causa de vocês, é muito mais necessário que eu continue a viver. E, como estou certo disso, sei que continuarei vivendo e ficarei com todos vocês para ajudá-los a progredirem e a terem a alegria que vem da fé." (Filipenses 1:21-25 NTLH)


​Sempre teremos muito o que viver. Meu desejo é buscar uma vida saudável para servir a Deus e aos meus familiares da melhor forma possível. Vamos viver plenamente com Cristo.

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