Filho Amado comenta sobre o livro D Maria I A vida notavel de uma rainha louca - Jenifer Roberts
Título CompletoDona Maria I: A vida notável de uma rainha loucaAutora
Jenifer Roberts
GêneroBiografia Histórica
EditoraA Esfera dos Livros (Portugal) / Revisitada em outras edições
PáginasCerca de 340 páginas
Idioma OriginalInglês
(The Mad Queen: The Story of Dona Maria I of Portugal)
D. Maria I nasceu como a primeira de quatro filhas, tornando-se a primeira herdeira mulher ao trono português. Seu pai, D. José I, era originalmente o terceiro na linha de sucessão, mas tornou-se o herdeiro direto após a morte prematura de seus dois irmãos mais velhos. D. José era um homem inseguro, e seu estado emocional agravou-se com o Grande Terremoto de 1755, que destruiu Lisboa. Foi nesse cenário de caos que surgiu Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal.
Naquela época, Portugal era um país extremamente religioso, onde a Igreja funcionava quase como um "Reino dentro do Reino". D. Maria I, dotada de uma fé profunda, chegou a considerar a vida monástica. Após o terremoto, enquanto a Igreja pregava que o desastre era um castigo divino pelos pecados do mundo, D. José I percebeu o espírito de liderança de Pombal e concedeu-lhe plenos poderes para reconstruir a capital.
Dessa época, herdamos uma de suas frases mais icônicas:
"Enterrar os mortos e cuidar dos vivos."
Pombal, possuidor de uma mentalidade iluminista, manteve um relacionamento extremamente tenso com a Igreja Católica. Ele confiscou bens da Companhia de Jesus e baniu a ordem de Portugal e de suas colônias, incluindo o Brasil, acusando os jesuítas de conspirarem contra a Coroa e de criarem um "Estado dentro do Estado" nas missões indígenas.
D. Maria I temia profundamente esse estilo político. Por isso, sua ascensão ao trono em 1777 marcou a queda imediata e humilhante do Marquês. Esse episódio, conhecido como a "Viradeira", viu a rainha reverter quase todas as políticas do ministro de seu pai. Ela aceitou a demissão de Pombal — que já a esperava — e afastou-o de todos os cargos, ordenando que ele se retirasse para sua propriedade na vila de Pombal. Um decreto real chegou a proibi-lo de se aproximar da Corte, mantendo uma distância mínima de 20 léguas.
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A família real portuguesa, tantas vezes retratada pela mídia com deboche e chacota, esconde uma história muito mais rica. D. Maria I, frequentemente rotulada como "a Louca", possui uma trajetória de luta e fé que foi esquecida ou pouco divulgada. Ela lutou por suas crenças, sua família e suas tradições em uma Europa em plena transformação.
Seu filho, D. João VI — por vezes considerado um "bobo" — revela-se nas palavras de Jenifer Roberts como um filho carinhoso que honrava sua mãe. Embora pudesse parecer inseguro, ele se mostrou precavido e perspicaz, sendo um dos poucos monarcas a manter a coroa durante o Iluminismo e, ainda, expandir seu reino.
O Marquês de Pombal, embora colocado como antagonista nesta narrativa, foi fundamental para o progresso e a reconstrução de Lisboa, ainda que tenha cruzado linhas éticas que ele considerava necessárias para o momento.
O livro narra como uma família recebeu a realeza em sua casa, oferecendo o que possuía de melhor: as melhores camas, talheres e roupas. Essa acolhida nos leva a uma reflexão espiritual: precisamos receber a Deus com a mesma honra, parando o nosso dia para falar com Ele e reunindo a família para orar e ouvir Sua Palavra.
A grande pergunta é: **o que você faria se recebesse o Rei?**
Lembremo-nos de um homem que recebeu Jesus:
> *"E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa."* (**Lucas 19:5**)
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