Filho Amado comenta sobre a série A casa do Dragão 1ª temporada
A rainha Aemma Arryn, esposa do Rei Viserys I, morre tragicamente no parto ao tentar dar a ele um herdeiro homem; infelizmente, o bebê também não sobrevive. Desolado com a perda, o Rei anuncia que sua única herdeira será sua filha, a Princesa Rhaenyra Targaryen — uma jovem ainda inexperiente, porém muito decidida.
Alicent Hightower, amiga e confidente de Rhaenyra, é aconselhada por seu pai, Otto Hightower, a confortar o rei em seu luto. O plano resulta em casamento, e Alicent acaba dando ao rei o tão esperado herdeiro homem, Aegon II Targaryen, além de outros filhos. Contudo, Rhaenyra já havia sido formalmente nomeada sucessora.
Enquanto isso, Rhaenyra se apaixona por seu tio, Daemon Targaryen, um homem amargurado por ter tido seu direito ao trono negado em favor da sobrinha. Apesar do ressentimento, ele se encanta por ela, tentando, a princípio, resistir à atração.
Ao longo de 20 anos, o Rei Viserys sofre com uma doença terrível (semelhante à fascite necrosante), que ele acredita ter contraído através de cortes feitos pelo Trono de Ferro. No leito de morte, em um estado delirante, Viserys murmura que "Aegon deve reinar" — referindo-se, na verdade, à Profecia de Aegon, o Conquistador (As Crônicas de Gelo e Fogo). Alicent interpreta as palavras como um desejo de que seu filho assuma o trono. Agora, ela lutará para coroar seu primogênito, algo que não será aceito por Rhaenyra, dando início a um conflito sangrento.
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A série começou "com fogo total", literalmente. A energia de Game of Thrones está de volta: nos apegamos aos personagens, mas estamos cientes de que ninguém está a salvo e todos são capazes de qualquer coisa.
Milly Alcock, que interpreta a jovem Rhaenyra, é magnetizante. Ela segurou muito bem o papel de uma personagem que precisa ser frágil e forte simultaneamente, Emma D’Arcy entregou uma Rhaenyra adulta excelente; seu luto pelos filhos foi contagiante e profundamente triste.
Confesso que, quando vi Matt Smith no elenco, achei que não funcionaria devido à minha experiência com ele no filme Morbius. No entanto, seu Daemon me surpreendeu, trazendo uma camada de segurança para Rhaenyra que nos faz sentir protegidos — se é que isso é possível no universo de George R.R. Martin.
Um personagem que me deixou sem chão foi Aemond Targaryen. Em uma briga brutal entre os filhos de Alicent e Rhaenyra, a tensão escala quando Jacaerys saca uma faca de madeira. Aemond, mais velho e dominando a luta, bate violentamente nos sobrinhos e ameaça Jacaerys com uma pedra. Para salvar o irmão, Lucerys apanha a faca no chão e, em um movimento desesperado de defesa, corta o rosto de Aemond, atingindo seu olho esquerdo.
Mesmo ferido, Aemond decide se aproximar de Vhagar, a dragão fêmea colossal que estava sem montador. Ele consegue domá-la e, após seu primeiro voo, afirma: "Eu perdi um olho, mas ganhei um dragão". Que cena fantástica e forte! Ali nasce um grande antagonista.
Outra cena sublime — de fazer o coração pular — foi a morte de Lucerys, que marca o início oficial da guerra com o primeiro sangue real derramado. Vê-lo voando em seu dragão e, de repente, ser engolido pela silhueta de Vhagar logo acima dele, foi de arrepiar. Os efeitos especiais dos dragões são extraordinários; eles parecem reais.
No fim, o centro da história é o desejo pelo poder e a vingança destruindo a linda amizade entre Rhaenyra e Alicent. É de cortar o coração.
Veja a resenha da segunda temporada :
Filho Amado comenta sobre a série Casa do Dragão 2ª temporada
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