Filho Amado comenta sobre o filme Eternidade 2025
Sinopse
Larry e Joan são um casal de idosos que viveu um casamento lindo por mais de 60 anos, sempre apoiando um ao outro. A rotina muda quando Joan descobre que está com câncer; o casal planeja contar a notícia à família logo após um chá de revelação. Entretanto, durante o evento, a bisneta deles encontra um porta-retrato de Joan casada com outro homem: um soldado forte e bonito chamado Luke. Ele foi o primeiro marido de Joan e morreu na guerra. Ao ouvir todos comentarem o quanto Luke era perfeito, Larry acaba se engasgando com um biscoito e morre subitamente.
Nosso protagonista acorda em um trem chegando a um terminal, onde lhe explicam que ele morreu e que deve escolher uma "eternidade" para viver. O detalhe é que, após a escolha, não se pode mudar de ideia. Larry decide, então, aguardar Joan para que decidam juntos onde passarão a eternidade.
Ao perceber que Joan pode demorar a chegar, Larry decide explorar as opções e deixar uma carta para a esposa, orientando-a a procurá-lo. No entanto, quando ele está prestes a sair do terminal, encontra sua amada — agora linda e jovem. Para sua surpresa, Luke também aparece. O soldado a esperou fielmente por 60 anos. Agora, Joan deve escolher: passará a eternidade com seu herói de guerra perfeito, com quem não teve chance de desfrutar o casamento, ou com Larry, o marido que compartilhou toda uma vida ao seu lado?
Comentários
David Freyne e sua equipe nos entregaram um verdadeiro deleite visual. Este drama, com toques de comédia, nos faz enxergar a vida por outra perspectiva.Elizabeth Olsen se destacou com sua atuação, ela e fantástica em cada olhar.
A ideia de pós-vida apresentada é muito original; embora lembre um pouco o filme Amor Além da Vida (1998), a complexidade da decisão de Joan é de uma intensidade única.
Curiosamente, esse dilema foi apresentado a Jesus certa vez, conforme relata o Evangelho:
Mateus 22:24-28 (ARA): "[24] Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer, não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva e suscitará descendência ao falecido. [25] Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão; [26] o mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, até ao sétimo; [27] depois de todos eles, morreu também a mulher. [28] Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? Porque todos a desposaram."
Creio que o filme se baseou nesse conceito, embora a resposta de Jesus siga um caminho diferente da proposta narrativa. Ele afirma:
Mateus 22:29-30 (ARA): "[29] Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. [30] Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu."
O interessante é que o texto bíblico não detalha a situação daqueles que já possuem um vínculo consolidado. No filme, Joan sente-se muito mais confortável no relacionamento que construiu ao longo dos anos, pois o sentimento forjado no tempo realmente os tornou "um só".
Mateus 19:6 (ARA): "[6] De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem."
Penso que o casamento deve ser exatamente assim: uma união onde um se torna parte essencial do outro. Não como um braço ou uma perna que se pode perder, mas como uma coluna que sustenta todo o ser. Eternidade é um filme lindo e emocionante, que exalta o poder da união matrimonial e nos faz refletir profundamente sobre o que nos aguarda no pós-vida.
Nota 10+
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