Filho Amado comenta sobre o HQ Harleen n° 2

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Harleen n° 2

Publicado em: março de 2020
Editora: Panini
Licenciador: DC (Black Label)
Categoria: Minissérie
Gênero: Super-heróis
Status: Série completa
Número de páginas: 64
Formato: (21 x 27,5 cm)
Colorido/Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 19,90

Livro dois

Personagens: ArlequinaCoringa
Roteiro: Stjepan Sejic
Arte: Stjepan Sejic
Cores: Stjepan Sejic
Letrista: Daniel de Rosa
Tradutor: Dandara Palankof
Editor original: Bob HarrasMark DoyleAndy KhouriMaggie Howell
Publicada pela primeira vez em Harleen (2019) n° 2/2019 - DC (Black Label)

Sinopse 

​A Dra. Harleen Quinzel continua seus estudos e sessões com o Sr. C (Coringa) em Arkham. Ela fica totalmente sem palavras quando o Coringa expõe sua teoria: ele afirma que todos nós somos pessoas "prontas para explodir", mas que passamos a vida nos segurando. Segundo ele, a verdadeira libertação ocorre no momento em que "explodimos" e liberamos o caos interior.


​Essa ideia confronta diretamente a teoria central da Dra. Quinzel, que defende que as pessoas se tornam más devido ao ambiente e ao meio social em que vivem.

​Posteriormente, o promotor Harvey Dent sofre um ataque terrorista que queima metade de seu rosto, deflagrando uma revolta social na cidade. Este evento trágico serve, para Harleen, como uma confirmação assustadora de que o Coringa pode ter razão sobre a natureza explosiva e caótica da humanidade.

​💬 Comentários


​A continuação que Stjepan Sejic nos traz da história de Harleen apresenta um jogo mental assustador arquitetado pelo Coringa, pois somos levados, em certa medida, a concordar com o vilão. Realmente, a ideia de que "todos somos maus" encontra um forte embasamento bíblico:

"Jesus lhe respondeu: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus."

(Marcos 10:18)


​Esta passagem reforça a visão de que a bondade absoluta é um atributo exclusivo de Deus, e não do ser humano.

​Entretanto, no que diz respeito à segunda parte da tese do Coringa — que "ao explodirmos, nos libertamos" — acredito que seja uma grande falsidade. O apóstolo Paulo cita algo muito interessante que contradiz a ideia de que a explosão traz liberdade:

"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum. Pois de fato o querer o bem está em mim, mas não consigo realizá-lo. Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse eu pratico."

(Romanos 7:18)


​O que Paulo descreve é que somos, de fato, maus (no sentido da nossa natureza pecaminosa), e não apenas o que desejamos ser. A explosão da maldade (o mal que não queremos) não é libertação, mas sim a manifestação da natureza que se tenta reprimir.

Nota: 9

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