Filho Amado comenta sobre o filme Cópias de volta a vida - 2018


"Cópias - De Volta à Vida" (2018):
Informações Gerais
Título Original: Replicas
Ano: 2018
País: EUA, Porto Rico, China, Reino Unido
Direção: Jeffrey Nachmanoff

Elenco (Cast)
Keanu Reeves: Will Foster
Alice Eve: Mona Foster
Thomas Middleditch: Ed Whittle
John Ortiz: Jones
Emjay Anthony: Matt Foster
Emily Alyn Lind: Sophie Foster
Aria Lyric Leabu: Zoe Foster
Nyasha Hatendi: Scott

Roteiro e História (Writing)
Roteiro: Chad St. John
História original: Stephen Hamel

Produção (Production)
Produtores: Lorenzo di Bonaventura, Mark Gao, Stephen Hamel, Keanu Reeves, Luis Riefkohl.
Produtores Executivos: James Dodson, Bill Johnson, Ara Keshishian, Gregory P. Shockro.
Coprodutores: Nik Bower, Deepak Nayar.

Equipe Técnica (Crew)
Direção de Fotografia: Checco Varese
Montagem (Edição): Pedro Javier Muñiz e Jane Tones
Trilha Sonora Original: Mark Kilian e José Villalobos
Design de Produção: Johnny Breedt
Direção de Arte: Mailara Santana
Cenografia (Set Decoration): Fernando Carrion
Figurino: Julia Michelle Santiago
Maquilhagem e Penteados: Diane Maura (Chefia)
Direção de Casting: Mary Vernieu e Marisol Roncali
Efeitos Visuais e Som (Technical Departments)
Supervisor de Efeitos Visuais (VFX): James McQuaide
Design de Som: Michael J. Benavente
Edição de Som: David Esparza
Coordenação de Dublês (Stunts): Chad Stahelski (não creditado oficialmente em algumas versões, mas envolvido via 87Eleven) e Gary Stearns.

Companhias envolvidas
Estúdios: Company Films, Di Bonaventura Pictures, Fundamental Films, Riverstone Pictures, Remstar Studios.
Distribuição Internacional: Entertainment Studios Motion Pictures / Diamond Films.

Sinopse

​Will Foster é um neurocientista renomado que tenta transplantar mentes de soldados mortos em combate para corpos sintéticos, mas falha em todas as suas tentativas.

​A família de Will — sua esposa Mona e os filhos Matt (o mais velho), Sophie (a do meio) e Zoe (a caçula) — sofre um terrível acidente de carro durante uma viagem. Will é o único sobrevivente e, desesperado, recorre ao seu assistente e amigo Ed Whittle. Por conveniência da trama, Ed desenvolve um trabalho fantástico de clonagem e pode recriar os corpos da família morta para que Will transplante suas mentes para eles.

​Infelizmente, Ed só consegue três tanques de incubação. Com isso, Will é forçado a fazer uma escolha terrível: qual dos filhos ele terá que deixar para trás.


Comentários

​A ideia central do filme é extraordinária. Poderia ser uma ficção científica fantástica e digna de Oscar se tivesse sido trabalhada de maneira mais cuidadosa.


​A premissa dos cientistas criando algo tão surreal — um dominando a clonagem e o outro o transplante de mente — é instigante. No entanto, é uma pena que os efeitos visuais, para um filme de 2018, sejam tão ultrapassados; em certos momentos, lembram o primeiro Exterminador do Futuro, o que é vergonhoso para a época. Além disso, há furos no roteiro que poderiam ser evitados. Por exemplo: o que aconteceu com os corpos originais da família? E por que, após clonar Mona, Matt e Sophie, ele não poderia simplesmente clonar a Zoe depois? Não precisava tê-la apagado da mente deles, e é difícil aceitar que a mãe o tenha perdoado tão facilmente por isso.


​Mas, "passando o pano" para esses problemas, vale meditar sobre outros pontos. A tecnologia de mexer na mente, apagar memórias ou inserir lembranças é fantástica. O que poderia ser feito com isso? Eliminar fobias, medos e até traumas... talvez, com a evolução da Inteligência Artificial, sejamos capazes de fazer isso muito em breve.


​Por outro lado, quando Will pensa em clonar sua família e recolocar as mentes nos novos corpos, seriam eles mesmos? Não seria o mesmo que pedir para o ChatGPT agir como minha esposa após analisar o Instagram dela? No fim, não seria apenas uma cópia?

​Fico pensando se já não existem pessoas no mundo capazes de fazer algo parecido. Mesmo que não fosse a pessoa "real", isso poderia preservar a memória de alguém como se fosse um "livro vivo", com o qual pudéssemos conversar e aprender. Imagine uma réplica da mente de Einstein, Sócrates ou do apóstolo Paulo; o que poderíamos aprender com eles?

​Meus filhos poderiam ter memórias da minha bisavó, ou meus tataranetos poderiam brincar comigo através dessa tecnologia. Mas fica a questão: isso seria ético?

​A ideia do filme é muito boa e a ponta solta no final deixa aberta a possibilidade de uma sequência.

Nota: 5,9

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