Filho Amado comenta sobre o filme Cópias de volta a vida - 2018
Sinopse
Will Foster é um neurocientista renomado que tenta transplantar mentes de soldados mortos em combate para corpos sintéticos, mas falha em todas as suas tentativas.
A família de Will — sua esposa Mona e os filhos Matt (o mais velho), Sophie (a do meio) e Zoe (a caçula) — sofre um terrível acidente de carro durante uma viagem. Will é o único sobrevivente e, desesperado, recorre ao seu assistente e amigo Ed Whittle. Por conveniência da trama, Ed desenvolve um trabalho fantástico de clonagem e pode recriar os corpos da família morta para que Will transplante suas mentes para eles.
Infelizmente, Ed só consegue três tanques de incubação. Com isso, Will é forçado a fazer uma escolha terrível: qual dos filhos ele terá que deixar para trás.
Comentários
A ideia central do filme é extraordinária. Poderia ser uma ficção científica fantástica e digna de Oscar se tivesse sido trabalhada de maneira mais cuidadosa.
A premissa dos cientistas criando algo tão surreal — um dominando a clonagem e o outro o transplante de mente — é instigante. No entanto, é uma pena que os efeitos visuais, para um filme de 2018, sejam tão ultrapassados; em certos momentos, lembram o primeiro Exterminador do Futuro, o que é vergonhoso para a época. Além disso, há furos no roteiro que poderiam ser evitados. Por exemplo: o que aconteceu com os corpos originais da família? E por que, após clonar Mona, Matt e Sophie, ele não poderia simplesmente clonar a Zoe depois? Não precisava tê-la apagado da mente deles, e é difícil aceitar que a mãe o tenha perdoado tão facilmente por isso.
Mas, "passando o pano" para esses problemas, vale meditar sobre outros pontos. A tecnologia de mexer na mente, apagar memórias ou inserir lembranças é fantástica. O que poderia ser feito com isso? Eliminar fobias, medos e até traumas... talvez, com a evolução da Inteligência Artificial, sejamos capazes de fazer isso muito em breve.
Por outro lado, quando Will pensa em clonar sua família e recolocar as mentes nos novos corpos, seriam eles mesmos? Não seria o mesmo que pedir para o ChatGPT agir como minha esposa após analisar o Instagram dela? No fim, não seria apenas uma cópia?
Fico pensando se já não existem pessoas no mundo capazes de fazer algo parecido. Mesmo que não fosse a pessoa "real", isso poderia preservar a memória de alguém como se fosse um "livro vivo", com o qual pudéssemos conversar e aprender. Imagine uma réplica da mente de Einstein, Sócrates ou do apóstolo Paulo; o que poderíamos aprender com eles?
Meus filhos poderiam ter memórias da minha bisavó, ou meus tataranetos poderiam brincar comigo através dessa tecnologia. Mas fica a questão: isso seria ético?
A ideia do filme é muito boa e a ponta solta no final deixa aberta a possibilidade de uma sequência.
Nota: 5,9
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