Filho Amado comenta sobre o filme O Patriota 2000
Sinopse: O Patriota
Benjamin Martin é um fazendeiro e ex-militar da Carolina do Sul, na época uma colônia britânica que devia altos impostos ao Rei Jorge III. Viúvo, Benjamin dedica-se a cuidar de seus sete filhos: Gabriel (18 anos), Thomas (15), Margaret (13), Nathan (11), Samuel (9), William (5 ou 6) e Susan (4). Ele vive em paz com sua família até ser convocado para uma assembleia colonial, onde os fazendeiros da região devem decidir se entrarão na guerra contra a Inglaterra.
Benjamin, atormentado por fantasmas de batalhas passadas, posiciona-se veementemente contra o conflito. No entanto, a Carolina do Sul decide entrar na guerra. Contrariando o pai, o primogênito Gabriel decide se alistar. Tempos depois, a família recebe notícias de Gabriel relatando os horrores do combate e as sucessivas derrotas do exército colonial.
A guerra acaba batendo à porta da fazenda de Benjamin quando Gabriel retorna para casa ferido. O pai o acolhe, tratando também soldados britânicos e coloniais feridos no campo de batalha. Contudo, quando o cruel Coronel britânico William Tavington chega à fazenda, a situação torna-se trágica: ele manda executar os feridos inimigos, ordena a prisão de Gabriel para enforcamento e manda incendiar o casarão dos Martin por ajudarem os rebeldes.
Ao tentar libertar o irmão, Thomas intervém e é executado friamente pelo Coronel diante de seu pai. Tomado pela dor, Benjamin entra na casa em chamas, resgata suas antigas armas e, com o auxílio de seus filhos Nathan e Samuel, arma uma emboscada na floresta para dizimar o destacamento britânico e libertar Gabriel.
Após deixar os filhos menores sob os cuidados da cunhada, Charlotte, Benjamin decide se juntar ao exército. Utilizando sua vasta experiência e métodos de guerrilha arrojados, ele passa a liderar um grupo de milicianos que se torna um reforço crucial para a independência dos Estados Unidos.
💬 Comentários Pessoais
Assisti a este filme quando era criança e, na época, os horrores da guerra me traumatizaram; fiquei chocado com a maldade humana. No entanto, rever esta obra agora, sendo pai de dois garotos, trouxe um peso emocional muito maior.
As cenas de Benjamin vendo as explosões de canhão em sua fazenda me atingiram de forma diferente; parecia que o perigo estava invadindo a minha própria casa, o lar seguro que construí para minha família. É impossível para um pai ver a cena da morte de Thomas e não chorar. Tive que pausar o filme em alguns momentos apenas para respirar e processar a emoção.
Embora o filme tome liberdades criativas e tenha causado polêmica pelo exagero nas maldades de Tavington (inspirado no real Banastre Tarleton), a base histórica é fascinante. Benjamin Martin é uma mistura de figuras reais como Francis Marion, a "Raposa do Pântano", e Thomas Sumter, o "Galo de Briga", que também entrou na guerra após ter sua casa queimada.
Meditando sobre a história, percebi que, curiosamente, o "patriota" do título talvez não fosse Benjamin. No início, ele não lutava pelo sonho de um país livre, mas sim por vingança — simbolizada pelos soldadinhos de chumbo de Thomas que ele derretia para fabricar balas. O verdadeiro patriota era Gabriel; ele foi o primeiro a se alistar e a assumir sua responsabilidade como cidadão. A cena dele costurando a bandeira rasgada é um símbolo poderoso de reconstrução de uma nação.
Como Benjamin diz ao final: "Realmente. Meus filhos eram homens melhores."
Acredito que esse seja o desejo de todos os pais: que nossos filhos nos superem. É exatamente o que desejo para os meus filhos, Moisés e José: que eles sejam homens muito melhores do que eu sou. Como diz a Bíblia:
"Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta." (Salmos 127:4-5)
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