Filho Amado comenta sobre o livro star Wars Ahsoka E K Johnston

  • Título Original: Star Wars: Ahsoka
  • ​Autor: E. K. Johnston
  • ​Ano de Lançamento Original: 2016 (EUA)
  • ​Editora (EUA): Disney–Lucasfilm Press
  • ​Editora (Brasil): Universo dos Livros
  • ​Gênero: p
  • ​Páginas: Aproximadamente 356 páginas (edição brasileira)
  • ​Cronologia no Cânone: Situado entre os eventos do Episódio III: A Vingança dos Sith (e o fim do arco de Mandalore em The Clone Wars) e a série animada Star Wars Rebels (aproximadamente 18 ABY).

Sinopse

​A história se passa logo após Ahsoka conseguir escapar da Ordem 66 (comando que ativou os chips inibidores nos cérebros dos soldados clones, forçando-os a trair e exterminar os Jedi por toda a galáxia). Ela foge acreditando que seu mestre, Anakin, foi morto junto com os outros Jedi.

​Decidida a se esconder, ela vai para a lua agrícola de Raada, localizada na Orla Exterior. Lá, adota o nome falso "Ashla" e assume um trabalho simples como mecânica de máquinas agrícolas. Com o tempo, Ahsoka faz amizade com os habitantes locais, especialmente com a jovem agricultora Kaeden Larte e sua irmã Miara.

​Porém, a paz dura pouco: o Império chega a Raada para explorar os recursos da lua e racionar a comida da população. Para defender os moradores, Ahsoka acaba liderando um grupo de resistência, o que atrai a atenção de Inquisidores e a força a fugir novamente.

​Comentários

​Este livro se posiciona entre a Ahsoka da animação The Clone Wars e a da sua série live-action. Vemos aqui o elo de transição: como a Padawan atrevida se transformou na Mestre Ahsoka.

​Ler sobre Ahsoka nos traz um olhar muito mais íntimo sobre essa personagem tão amada nas telas. A literatura nos dá a oportunidade de sentir tudo o que ela viveu ao ver toda a estrutura Jedi ser dizimada pelo Império, quando a única forma de sobrevivência era se esconder.

​Além de ocultar sua identidade, Ahsoka precisa suprimir todas as suas habilidades extraordinárias para não ser descoberta. Isso lembra bastante as histórias dos refugiados judeus que precisavam se esconder durante a Segunda Guerra Mundial, mudando de nome e de costumes para não serem entregues às autoridades nazistas.

​É fascinante ver a atuação do Senador Bail Organa no livro, buscando ativamente por Jedi sobreviventes ao Expurgo ao instruir seus agentes e droides a investigarem boatos pela galáxia. Para ele, para encontrar um Jedi oculto não era preciso procurar por sabres de luz ou demonstrações públicas da Força, mas sim prestar atenção a "atos de bondade" desinteressados. Afinal, ele sabia que a natureza de um verdadeiro Jedi o impediria de ignorar pessoas sofrendo ou precisando de ajuda.

​Existe uma frase provocativa que se encaixa muito bem nisso:

​"Se você fosse acusado de ser cristão, quais provas teriam contra você?"


​Não é uma Bíblia ou uma cruz no pescoço que vai definir quem você é, mas sim as suas ações.

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